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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A imprensa começou a pancadaria em Marina Silva


Voltando a analisar nosso contexto político, percebemos nas últimas pesquisas eleitorais uma tendência da população em rejeitar projetos neoliberais e que estejam atrelados aos interesses da Casa Branca. O povo brasileiro continua atraído por propostas mais próximas aos pensamentos de esquerda e se identifica com líderes, pelo menos no caso da presidência da república, com perfis de esquerda.


Tudo bem que o atual governo não pode ser intitulado de esquerda, mas fez com que o povo brasileiro tivesse grandes conquistas sociais, como maior poder aquisitivo para suas famílias, desconcentração de renda, diversos programas sociais e conseguindo estancar o processo de privatização que vinha assolando o país na gestão FHC. Pois bem, Marina Silva foi a escolhida para substituir Eduardo Campos, por conta do trágico acidente aéreo que resultou em sua morte, e veio com muita força. A líder da REDE conseguiu ultrapassar o então segundo colocado nas pesquisas de intenção de votos para a presidência da república, Aécio Neves (PSDB), e começou a assustar setores conservadores, entre eles a elite brasileira que controla os maiores e principais meios de comunicação do país. 

Não sabemos ao certo se essa desenvoltura de Marina Silva (PSB) se dá por conta da comoção nacional na morte trágica de Campos ou se realmente a candidata retrata tais percentuais, mas não podemos deixar de perceber que a mídia começou a olhar Marina com outros olhos e matérias que visam atenuar sua subida nas pesquisas começaram a minar como água em brejos. A tentativa é uma forma escancarada de fazer com que Marina não permaneça na frente de Aécio no primeiro turno. Seria trágico para a elite brasileira ter um segundo turno com duas mulheres, uma petista e uma ex-petista que pensa de forma muito mais radical que o próprio PT.

Fico a pensar até que ponto sangrarão Marina.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A preferência do torcedor brasileiro e da imprensa.

É notória e incontestável a influência da mídia nos lares brasileiros, podemos tomar como exemplo a maior paixão brasileira, o futebol, e como ela consegue influenciar na escolha de quais times os brasileiros terão aptidão em torcer.

Na década de 80 a mídia televisiva não mostrava outra coisa a não ser jogos e reportagens do Flamengo, o mesmo foi se estendendo aos times do rio de janeiro como Vasco, Botafogo e Fluminense e depois pelos times como São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos, quando um desses estavam fazendo mais sucesso que outros. Quase não existia canal de televisão e rádios regionais, a Globo e a Rádio Nacional, eram praticamente os únicos canais assistidos e ouvidos em toda região Nordeste, Norte e Centro-Oeste.

Nos estados dessas regiões, os times de futebol do estado eram conhecidos apenas nas capitais e pouco divulgados no interior. Como se ouvia falar muito nos demais times, não vemos tanta gente dessa geração no interior dos estados citados torcendo por times do seu estado. E isso foi passando através das gerações.

Hoje o cenário modificou um pouco, mas ainda encontramos municípios que não passam programação local, inclusive em povoados distantes dos grandes centros, o que ainda deixa o povo escolher times de outros estados nas competições futebolísticas.

Como hoje as emissoras de televisão e rádios chegam em todos os lugares, não somente a Globo, o povo começou a ter outras opções. Praticamente toda região hoje tem sua estação de rádio AM e FM. O time local é mais divulgado.
O cenário ainda é tão engraçado, que vemos a região nordeste, que têm seus principais times (Bahia, Sport e Vitória) respectivamente na sexta, sétima e oitava colocação em número de torcedores nordestinos, ficando atrás de Flamengo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Vasco na sua própria região.

Já nas capitais brasileiras vemos uma predominante vantagem dos times locais. Em Salvador o Bahia lidera com 38% dos torcedores soteropolitanos, o Vitória vem logo atrás com 21% da torcida baiana, logo após vemos o Corinthians com 5% deles e o Flamengo em quarto lugar com 4%. Em Recife o Sport fica com 35%, Náutico com 19%, Santa Cruz com 16%, o mais bem colocado que não pertence ao estado é o Corinthians com apenas 4%.

Os dados, aqui abordados por mim, foram coletados pelo instituto de pesquisa Data Folha realizada entre os dias 14 e 18 de Dezembro de 2010. O Datafolha ouviu 11.258 pessoas no Brasil, com idade acima dos 16 anos.

Link da pesquisa completa: http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=965

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A mídia como ela é!


A mídia mais uma vez mostra sua verdadeira face e revela a que interesses defende.  A notícia da prisão de Julian Assange, fundador do Wikileaks, veio como mel para a mídia que insiste em defender sem procedentes os ideais norteamericanos.

Wikileaks é um site que divulga milhares de documentos secretos da defesa norte-americana sobre fatos como a guerra no Iraque e no Afeganistão, mostrando que interesse tinha realmente nessas missões as tropas estadunidenses.

Para evitar maiores constrangimentos, a mídia global, patrocinadas pelo dinheiro norteamericano, tratou de tentar descredenciar os conteúdos confidenciais da CIA divulgados pelo site mesclando com um ato falho por parte do dono de seu site.

Através duma manobra maqueada o governo estadunidense tenta retirar o site do ar, através de ataques hackers e medidas legais, na tentativa de resgatar alguma credibilidade em seus interesses de invadir o Irã e Coréia do Norte.

O mais engraçado disso tudo é que vimos meses atrás essa mesma mídia criticar à China pela sua censura ao Google e à Cuba pela não liberação total do conteúdo disponível na internet. O mesmo tratamento não ocorre quantos se trata do império ianque, que detém os meios de comunicação nas mãos através das convenientes e fidelíssimas classes burguesas.

Eu não aguento mais ter que tomar Dramin B6 para conseguir assistir um Jornal Nacional inteiro!